o-que-fazer-em-cingapura-macritchie-10

O que fazer em Cingapura ao ar livre

Já comentamos por aqui que, ao contrário do que se pensa, há muito o que fazer em Cingapura, sim. E digo mais: para quem gosta de atividades ao ar livre, o destino é um prato cheio. Se o objetivo é gastar pouco, então, melhor ainda, pois todas são públicas e, portanto, gratuitas. Como nos enquadramos nos dois casos – o dos que amam natureza e  dos que precisam economizar – nosso roteiro pela cidade foi cheio de verde, ar puro e, para nossa surpresa, bastante história.

Começamos com uma pesquisa das possibilidades e uma seleção do que faríamos, pois descobrimos tantas opções que em 10 dias na cidade não daria tempo de conhecermos todas – e, enquanto isso, tem gente aí dizendo que não tem o que fazer em Cingapura! Algumas foram realmente incríveis, outras nem tanto e tenho certeza que, no fim das contas, acabamos deixando coisas legais de fora. Mas viajar – e fazer escolhas – é assim mesmo. Olha como foi:

MACRITCHIE RESERVOIR

[metaslider id=1750]

São 12 hectares de área verde, vários lagos (em alguns é permitido pescar ou praticar algum esporte, como caiaque e stand-up paddle) e diversas trilhas, com distâncias e níveis de dificuldade diferentes. Dá pra passar o dia todo por lá e ainda pode ser que fique a sensação de que dava pra ficar mais um pouquinho.

Nós escolhemos a trilha mais longa, com 11 quilômetros no total, e foi muito legal. A vegetação ao longo do caminho muda bastante, mesclando áreas de mata mais fechada com outras bem abertas à beira do lago, muitas flores, macacos por todos os lados e mais alguns animais: nós encontramos lagartos e esquilos-voadores, mas pelas placas ao longo da trilha dá pra ver que tem muito mais. O caminho, apesar de extenso, é fácil pois é bem demarcado, quando não construído em deques de madeira sobre regiões mais úmidas e enlameadas.

Na metade do caminho, uma das partes mais legais do parque, é o “TreeTop Walk”, uma ponte construída a 25 metros de altura, que liga dois pontos do parque e proporciona uma vista panorâmica incrível – além, claro, da sensação de olhar para baixo e ver um sem-fim de árvores, de tamanhos e formas diferentes.

FORT CANNING PARK

[metaslider id=1755]

Bem no meio da cidade, o que hoje é um parque, antes foi palco de batalhas e guerras que aconteceram no território cingapuriano – uma delas, ainda no século XIX, marcou a derrota dos japoneses para os britânicos que, a partir daí, assumiram o controle de Cingapura, que duraria até 1965, quando finalmente veio a independência do País.

O motivo para sua utilização bélica é sua localização, na região central da cidade e no topo de um morro, o que concede uma visão privilegiada dos arredores. Ainda hoje é possível encontrar alguns resquícios desse passado, como canhões outrora usados para defesa, partes do forte que ali existia (o nome do parque não é à toa, afinal), rotas de fuga e até um bunker para o caso de acontecerem bombardeios. Todo esse legado histórico atualmente convive com novos e modernos jardins, intervenções artísticas, memoriais em homenagem aos mortos de guerra e até um espaço específico para fotos de casamento. Uma mistura bem interessante que faz valer a pena dedicar um tempinho para conhecer o lugar.

JARDIM CHINÊS E JARDIM JAPONÊS

[metaslider id=1753]

Havia uma promessa de um jardim com centenas de bonsais. E, confesso, esse foi um dos principais argumentos para colocarmos o Jardim Chinês no roteiro, pois tanto a descrição como as fotos pareceram muito interessantes. Mas estava fechado para reforma e, além disso, não encontramos muito mais o que ver por ali – um monumento aqui, uma estátua ali, tudo bem desorganizado e mal cuidado, ou seja, nada demais.

Bem ao lado, dividido apenas por uma ponte, fica o Jardim Japonês, que não fazia parte do roteiro inicial, mas já que estávamos por ali, por que não? Bem mais organizado, é preciso dizer, mas também sem grandes atrativos. Um dos principais, por exemplo, seria uma cachoeira que estava desligada – sim, isso mesmo, não era de verdade.

Minha opinião: pulem ambos.

PUNGGOL WATERWAY PARK

[metaslider id=1751]

Outro destino com histórico de guerra, dessa vez a II Guerra Mundial, por ficar bem perto da fronteira de Cingapura com a Malásia. Foi por ali que os japoneses invadiram o país e o tomaram dos britânicos, que o recuperaram apenas ao final do confronto, com a vitória dos Aliados – do qual o Reino Unido fazia parte. Também existem memoriais e outros resquícios arquitetônicos desse período, que podem ser visitados em um passeio até lá.

Nossa expectativa com a ida até lá era, na verdade, pegar uma praia, já que o parque fica na costa nordeste, mas ao chegarmos vimos que não seria possível – cercada por navios cargueiros por todos os lados, o mar não era exatamente limpo e atrativo. O local, porém, é bonito e ideal para um passeio de bicicleta, pelas rotas bem demarcadas que vão dali até outro parque da região, ainda mais bonito, que é cortado por um rio.

O ponto baixo foi que o local estava repleto de obras por todos os lados e a ilha Coney (ou Serangoon, em malaio) estava fechada, portanto também não pudemos visitá-la e, dali, pegar o barco até a ilha Ubin, que fazia parte dos nossos planos. Então, a dica é checar como estão as coisas antes de ir.

LABARADOR PARK

[metaslider id=1752]

Outro parque à beira-mar, mas nesse caso na parte sudoeste, ali foi montado todo o esquema de proteção britânica durante a II Guerra Mundial – porém, em vão, já que o país foi atacado e conquistado pelo lado leste. Também é possível percorrer trilhas curtas que levam a antigos pontos de defesa, visualizar bunkers e túneis, já que o local abrigava um forte em sua área mais alta, onde existe, inclusive, um mirante com uma vista incrível.

Na tarde em que visitamos o Labrador Park, vimos muitas pessoas praticando esportes, fazendo picnics ou apenas curtindo a natureza mesmo. A melhor parte foi um pôr-do-sol lindo e com a cara de Cingapura: atrás dos diversos navios cargueiros e construções marítimas que ficam em volta do país.

HAW PAR VILLA

[metaslider id=1754]

Dois irmãos cingapurianos fundaram a marca Tiger Balm – que comercializa um desses cremes para inflamações que trabalham com calor – e ganharam tanto dinheiro que decidiram construir um parque: o Haw Par Villa.

Pode-se dizer que é um lugar exótico. O parque é composto por mais de 1.000 esculturas imensas, que ilustram lendas e histórias chinesas de um jeito bastante irreverente. Um deles, o Ten Courts of Hell, reproduz cenas das punições aos 10 pecados tratados na mitologia chinesa de um jeito bem realista, com direito a corpos esquartejados, crianças estripadas e daí pra pior. Vale a (curiosa) visita!

EAST COAST PARK

[metaslider id=1756]

Localizado na costa sudeste de Cingapura, é um parque superextenso, com ligação direta com a praia e, dessa vez sim, a possibilidade de um mergulho. O lugar é uma delícia, também ótima opção para quem gosta de andar de bicicleta, mas vimos uma outra atividade predominante por ali: o churrasco. Ao longo do East Coast Park, existem diversas áreas para assar uma carninha (ou um fruto do mar) e boa parte delas estavam ocupadas por grupos de amigos, festas de crianças e outros tipos de confraternização. Uma baita ideia!

Para quem não gosta ou não quer ter o trabalho, ainda existem várias outras opções do que comer no parque, algumas em food trucks, outras em quiosques ou em lojas fixas que funcionam ali – como um Burger King e um KFC, por exemplo.

Além de tudo isso, ainda passamos rapidamente pelo Jardim Botânico, mas a noite, na volta de algum outro passeio e deu pra sentir que é outra ótima opção, com um cheiro delicioso de natureza e muitas áreas para quem gosta de entender mais sobre plantas e tipos de vegetação. Muito agradável, ele também é super organizado e vimos bastante gente fazendo picnics (mesmo à noite), praticando esportes e andando com seus cachorros. Ainda existem o Bukit Timah, uma reserva natural ao norte, o Mount Faber, com um teleférico que vai até a ilha de Sentosa (vamos falar sobre ela em outro post) e muitos outros que, infelizmente, não tivemos tempo de visitar.

E aí, ainda acha que não tem mesmo o que fazer em Cingapura? :)

 

[su_box title=”//Quer escrever para a Plot?” box_color=”#141A21″]Escreva pra gente no contato@mundoplot.com.br contanto a sua história ou dica, que entramos em contato para combinar os próximos passos! :)[/su_box]
Rapha Rotta
Sócio-fundador da Plot, namorado da Manu, libriano indeciso e a cada dia mais asfaltofóbico. É apaixonado pelo mundo desde que consegue se lembrar e não consegue se sentir tranquilo sem saber quando será a próxima viagem.

Share This

Copy Link to Clipboard

Copy