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Avaliação patrocinada: Prince of Wales, hostel em Cingapura

Como comentamos no post com dicas sobre como viajar barato por Cingapura, nossa estadia no país foi parcialmente patrocinada pelo albergue Prince of Wales, que nos concedeu quatro noites gratuitas e um desconto bem legal nas outras seis que passamos por lá. Foram, portanto, 10 dias no total. E nossa avaliação é de que esse hostel em Cingapura é uma opção com um bom custo/benefício – o preço é dos mais baixos que se pode encontrar e a experiência, embora não seja excepcional, também não chega a deixar traumas (o que pode variar de pessoa para pessoa, como vamos contar mais a diante). Ou seja: está “na média”.

LOCALIZAÇÃO

O Prince of Wales tem duas unidades, uma em Little India, outra em Boat Quay. Ficamos na primeira e gostamos. O bairro, além de ser culturalmente interessante (como o nome sugere, é onde os imigrantes e descendentes de indianos se instalaram), tem serviços de todos os tipos, restaurantes aos montes, lojas de tudo o que se pode imaginar e fácil acesso ao transporte público – tanto ônibus como mais de uma linha de metrô. Para quem gosta de conhecer os lugares à pé, a localização também é excelente.

STAFF

Ponto alto do albergue, sem a menor sombra de dúvidas. Todos os funcionários, sem exceção, foram muito atenciosos, simpáticos e empenhados em fazer com que tivéssemos a melhor experiência possível. Em especial o Mano – que nos ajudou muito na primeira noite, em que tentávamos trabalhar e não conseguíamos nos conectar à internet – e à Hanessa – que além de acompanhar quase todos os nosso cafés da manhã com bom-humor e gentileza, ainda nos deu dicas muito valiosas sobre as Filipinas, seu país de origem, por onde ainda vamos passar.

ESTRUTURA

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Pub australiano no hostel | Foto: Rapha Rotta

Esse é um item que mistura aspectos bons e outros nem tanto. Em primeiro lugar, vale dizer: o albergue divide o imóvel com um pub australiano, o que é ótimo por um lado – o da diversão, com facilidade de acesso a bebida e programação musical diária -, mas complexo por outro, já que é preciso dividir o banheiro com clientes que, muitas vezes, não estão hospedados (ou então passar de toalha na frente deles, após o banho).

Ficamos em um quarto compartilhado que fica, na verdade, em um grande cômodo, com paredes baixas que dividem três quartos (dois para oito pessoas e um para seis), em que as portas são cortinas e o ar condicionado é compartilhado. Não temos do que reclamar dessa parte: as camas eram confortáveis, o espaço era limpo, as roupas de cama em ótimo estado. Tudo nos conformes. Existem também dois quartos privativos, que dividem um banheiro, mas não chegamos a conhecê-los, pois estiveram ocupados durante toda nossa estadia.

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Área comum do hostel: junto com os quartos | Foto: Rapha Rotta

No quesito “área comum”, achamos que o albergue deixou um pouco a desejar, mas isso principalmente porque, como trabalhamos durante a viagem, precisamos de um espaço para isso. Há uma sala no mesmo andar dos quartos, com apenas um sofá, uma mesinha de centro e uma banqueta. Como apenas uma parede baixa a separa dos quartos, depois de um determinado horário era preciso fazer silêncio total para não atrapalhar os que tentavam dormir. Na parte de baixo, onde funciona o pub, as diversas mesas ficavam sempre ocupadas pelos clientes e, mesmo depois de fechadas as portas, não conseguíamos utilizá-las muito bem, pois as luzes precisavam ser apagadas.

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Os boxes dos chuveiros: falta privacidade e espaço | Foto: Rapha Rotta

Ainda sobre espaço, o dos banheiros realmente não era bom. Além de serem todos compartilhados também com o pub, há apenas uma cabine exclusiva para mulheres – além de uma unissex e outro banheiro para homens, que predominam entre os clientes noturnos. Nos três boxes para banho, separados dos banheiros apenas por um corredor, também faltava espaço: era preciso secar o corpo e vestir a roupa ali, embaixo do chuveiro, pois não há outro espaço fechado para isso e, fora dali, há um monte de clientes para lá e para cá – especialmente desconfortável para mulheres.

ITENS INCLUSOS NA HOSPEDAGEM

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A mesa do café da manhã | Foto: Rapha Rotta
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Cooktop para fazer os ovos, óleo de cozinha, sal e pimenta | Foto: Manu Pontual

Outro ponto alto do Prince of Wales é o café da manhã, no estilo do it yourself. Todos os dias, o cardápio inclui pão, ovos, manteiga, geleia e frutas, além de água quente para chá e café. É servido na área externa do pub, onde os hóspedes podem usar torradeira, fogão (um cooktop), panelas e demais utensílios. Inicialmente pensamos que se tratava de um “coma à vontade”, mas depois de alguns dias foi instalado com um cartaz determinando dois pães e dois ovos por pessoa, com cobrança do excedente.

A internet funciona muito bem no térreo, onde fica o pub. No andar superior, onde ficam os quartos e a sala, o sinal oscila bastante, mas também dá conta do recado na maior parte do tempo – tanto que conseguimos trabalhar, em alguns momentos com a velocidade reduzida, mas sem grandes contratempos.

No mais, o albergue ainda oferece itens básicos como secador de cabelo para as moças, mapas e folhetos de passeio turísticos, locker (é preciso levar cadeado próprio ou pagar SGD 1,00) e serviço de lavagem de roupas, que é pago.

LIMPEZA

Esse item ficou por último, pois é, de certa forma, o mais crítico. Lembra que no começo falamos que a experiência não gera traumas, mas que isso depende de cada pessoa? No geral, o albergue como um todo é limpo, mas a questão dos banheiros compartilhados com o pub realmente dificulta as coisas. Afinal, banheiro de bar é banheiro de bar, não tem jeito. Então, se você for do tipo que não consegue sobreviver a esse tipo de situação, a alternativa é ficar em um dos quartos privados (cujo banheiro será compartilhado apenas com os hóspedes do outro quarto privado) ou procurar mesmo outra opção para se hospedar.

Ah, e também tem os ratinhos que moram no telhado e, todos os dias, sem exceção, dão as caras na sala (que, sim, fica no mesmo grande cômodo que os quartos). Então, também leve essa situação em consideração ao escolher.

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Rapha Rotta
Sócio-fundador da Plot, namorado da Manu, libriano indeciso e a cada dia mais asfaltofóbico. É apaixonado pelo mundo desde que consegue se lembrar e não consegue se sentir tranquilo sem saber quando será a próxima viagem.