bocas-del-toro-3

E se um dia te perguntarem sobre o Panamá…

Por Marcela Branco

E se um dia te perguntarem sobre o Panamá eu espero, que assim como eu, você diga: fui e voltaria a qualquer minuto! O país guarda lugares que certamente nunca poderíamos imaginar, desde a própria Cidade do Panamá que nos proporcionou momentos inesquecíveis, como o surreal arquipélago de San Blás e, já do outro lado do país, o também arquipélago Bocas del Toro, próximo a fronteira com a Costa Rica.

Conhecido pelos surfistas, Bocas del Toro conta com nove ilhas principais e mais de 200 ilhotas desabitadas. E é desse cantinho do especial do mundo que eu vou tentar contar um pouquinho mais.

Apesar de muitos blogs indicarem que a chance de chuva na região é grande, não vimos sequer uma gota nos três dias que ficamos lá (e duas noites)! Para chegarmos, eu e um grupo de mais cinco amigos embarcamos na Cidade do Panamá em um avião super pequeninho (mas que vale o medinho!) com destino a Islá Colón, que é onde está o aeroporto de Bocas del Toro. De lá, fomos direto pegar um barquinho para atravessar para a Isla Carenero, onde ficamos hospedados. Se não me engano, custou algo em torno de 2 Balboa, moeda panamense.

bocas del toro
Chegando à Isla Carenero e ao nosso hostel, o Aqua Lounge | Foto: Marcela Branco

O barco te leva direto para o hostel, que no nosso caso foi o incrível Aqua Lounge. O nome já diz tudo né? Um hostel flutuante, onde as piscinas dão lugar a um grande deck de madeira com dois buracos no meio dele para você se jogar direto no mar. Surreal. Daria para ficar os três dias que passamos ali sem sair do hostel. Do balanço para a cama elástica, da cama elástica ou das janelas do bar direto para a água. Além disso, o próprio hostel proporciona noites agitadas, fora a equipe super simpática e atenciosa que nos recebeu.

bocas del toro
Pôr-do-sol no Aqua Lounge | Foto: Marcela Branco

Não foi à toa que passamos o primeiro dia sem sair de lá. Curtimos o dia inteiro dentro d’água, regados de cerveja Balboa, finalizando com um pôr do sol de deixar o queixo caído. À noite havia um grupo tocando músicas latinas e nós, como todo bom brasileiro, fomos logo pedir os instrumentos para animar ainda mais o lugar (rs!).

bocas del toro
As “piscinas” do hostel eram assim | Foto: Marcela Branco

Mesmo podendo ficar dias sem pisar fora do hostel, obviamente fomos conhecer outras ilhas e praias do arquipélago. Na manhã seguinte, fechamos um passeio saindo do hostel para as ilhas Zapatilla Cay. Sabe aqueles lugares que você só vê em filme? É isso! Durante o caminho vimos golfinhos na baía que é formada pelas ilhas. É impressionante estar no meio do nada: só você, seus melhores amigos e um dos animais mais lindos do mar.

bocas del toro
Olha quem apareceu pra iluminar o caminho | Foto: Marcela Branco

Desembarcando em Zapatilla Cay demos de cara com várias araras vermelhas, maravilhosas, que ficam andando entre a gente numa boa. O lugar, mais uma vez, é cena de filme. Bangalôs com redes para você passar uma vida ali, a água turquesa cristalina e um restaurante delicioso mais ao fundo, onde paramos para almoçar. Perto dali, há também uma parada para mergulhar, fazer snorkel e observar os recifes de corais e os diversos peixes da região.

bocas del toro
E ai, que tal a Zapatilla Cay? | Foto: arquivo pessoal
bocas del toro
As habitantes da ilha | Foto: Marcela Branco
bocas del toro
O ponto de snorkel no caminho | Foto: barqueiro

Seguindo o passeio, partimos destino a Isla Bastimentos, um local aparentemente mais nobre, repleto de veleiros, onde está também a entrada para a praia mais conhecida da região: a Red Frog Beach, que pelo nome já é possível decifrar que ali você vai encontrar os sapinhos vermelhos típicos da ilha. Eles têm menos de cinco centímetros. Um garoto local perguntou se eu queria ver um. Óbvio que quis e quando vi ele já havia me cobrado 1 dólar por isso (rs). A praia é mais estruturada, com barzinho, cadeiras e guarda-sóis, mas sem perder o lado rústico. É necessário pagar para entrar (nada caro), pois como todo o arquipélago é uma área de proteção marinha. Passamos toda a tarde ali e retornamos com o nosso barqueiro para o hostel, onde, é claro, fomos direto para o balanço e cama elástica, ficando ali até ver outro pôr do sol incrível.

bocas del toro
A Red Frog Beach… | Foto: Marcela Branco
bocas del toro
… e o próprio Red Frog | Foto: Marcela Branco

Para fechar esses dois dias, fomos a uma baladinha à noite em um outro hostel da região, praticamente na frente do nosso. Só foi preciso atravessar de barquinho, os quais ficam à disposição a noite toda para travessias. As festas no arquipélago acabam sempre às 2h da manhã e contam com a presença de gente do mundo todo. É preciso chegar cedo para curtir!

bocas del toro
A Lu (esq) e eu (dir), que fomos as únicas a encarar a balada | Foto: arquivo pessoal

Na manhã seguinte, arrumamos nossas coisas e atravessamos para Islá Colón para embarcar de volta para a Cidade do Panamá, onde passaríamos mais um dia antes de ir à Jamaica. Ainda deu tempo para um almoço delicioso no restaurante italiano, pequeninho e bem rústico “La Casetta”. Foram três dias que, apesar de passarem voando, nos deram a sensação de estar ali por uma semana, de tantas coisas que fizemos e do tanto que nos divertimos. Então, voltando ao início: se um dia te perguntarem sobre o Panamá…

bocas del toro
Almoço italiano de despedida | Foto: Marcela Branco
Plot Viagens
Plot Viagens
Somos especialistas em planejar viagens e queremos contribuir para que cada vez mais pessoas possam transformar planos em realidade. Aqui no blog compartilhamos histórias, dicas, relatos e inspirações.

Share This

Copy Link to Clipboard

Copy